AGES-SP se encontra com Secretário-Adjunto Lorencini
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AGES-SP se encontra com Secretário-Adjunto Lorencini

No último dia 19/03, a AGES, na pessoa de nossa presidente, Adriana Andreose, e do advogado da Associação, dr. Diógenes Floriano, teve uma reunião com o Secretário Adjunto da Secretaria de Segurança Urbana, Cel. Fernando Lorencini, no intuito de discutir acerca das distorções na pontuação atribuída aos diplomas de pós-graduação apresentados no certame de 2019, para evolução vertical no âmbito da Guarda Civil Metropolitana do Município de São Paulo.
Isto porque diversas denúncias chegaram a esta Associação, dando conta de pontuação incompatível com a carga de trabalho dos servidores. A AGES já fez postagens sobre o assunto, dia 28/02, que pode ser vista no link: http://www.ages-sp.org.br/index.php/posicionamento-sobre-denuncia-do-inspetor-carneiro/ em que nossa presidente comenta as denúncias feitas pelo Inspetor Carneiro sobre o assunto. Nova postagem foi publicada no dia 13/ 03, em que demonstramos o ofício que enviamos ao Secretário-Adjunto Lorencini dando conta das denúncias, bem como sua resposta no link: http://www.ages-sp.org.br/index.php/sobre-o-processo-de-evolucao-vertical-e-a-transparencia/ , e dia 15 de março, em que alertávamos sobre a desnessidade de abertura de processos ou quaisquer outras medidas, a nosso ver, precipitadas, sobre os certames de evolução vertical, e que também pode ser visto no link: http://www.ages-sp.org.br/index.php/pontuacoes-na-evolucao-vertical-o-momento-e-de-serenidade-nao-de-precipitacao/ . Isto posto, no intuito de fundamentar as denúncias apresentadas, realizamos um levantamento acerca dos certames anteriores, única informação oficial disponível, para averiguar se, por ventura, as denúncias tinham fundamento.
A partir das informações coletadas, verificamos distorções significativas na pontuação dos servidores que concorreram aos cargos de IA e CD nos últimos dois anos.
Isto porque, enquanto a maioria dos candidatos para evolução para IA obtiveram, na média, até 200 pontos, alguns candidatos obtiveram mais de 900 pontos, ou seja, uma diferença superior a 300%.
No caso dos candidatos a CD, a distorção é ainda maior, posto que, na média, os candidatos obtiveram 100 pontos, sendo que o primeiro colocado obteve mais de 500 pontos.
Note-se que, em momento algum, estamos afirmando que ocorreram fraudes, até porque, não temos elementos para tanto. Entretanto, as distorções são cristalinas.
E tais distorções nos levaram a denunciar, em nome de nossos associados, e em sentido ampliado, em nome da corporação, o quão desigual se tornou o processo de evolução vertical no âmbito da Guarda  Civil Metropolitana.
Isto porque, sob o prisma desta metodologia, se privilegia a atividade meio (qualificação profissional ) e não a atividade fim ( gestão em segurança urbana). Assim, o policial que tem melhor estrutura financeira, com orçamento para realizar mais cursos, tem prevalência sobre o dedicado policial que tem de realizar DEAC para complementar o orçamento.
De forma a se denunciar tais distorções, levamos esta situação à Secretaria no intuito de:

Requerer que fosse realizado uma auditoria nos diplomas apresentados desde 2016, de forma a dar transparência ao processo de seleção, e assim, dirimir qualquer dúvida acerca dos certames, por haver distorções significativas na pontuação;

Partindo do princípio de que não houve fraudes, fato é que o atual sistema é absolutamente nocivo, já que, como comentamos antes, privilegia atividade meio e não atividade fim;

Pois bem, face aos fatos mencionados acima, obtivemos as seguintes respostas:

No que tange a situações anteriores ao presente certame, segundo o Secretário-Adjunto, nada pode ser feito, porque é inerente à administração anterior, não podendo assim, a administração atual inferir;

Ainda segundo o Secretário-Adjunto Lorencini, no que se refere ao presente certame, todos os diplomas legalmente comprovados serão aceitos, já que assim legislação o determina.

Entendemos a posição da Secretaria, mas não concordamos com tal postura, posto que:

Ainda que os diplomas sejam legalmente válidos, temos a convicção de que não são legítimos, pois a carga horária dos cursos (360 horas), e o regime de trabalho do GCM, é absolutamente incompatível com a obtenção de até 7 títulos de pós-graduação em um ano, conforme observamos nos certames anteriores, e
ainda que sejam compatíveis, policiais de grande dedicação à corporação não podem concorrer em igualdade de condições com aqueles que tem mais horas vagas, permitindo, inclusive a obtenção de até 07 pós-graduações em um ano.
Assim, a AGES mantêm sua posição, requerendo que todos os títulos desde 2016 sejam verificados pela administração, feito por auditoria independente, e não com membros da corporação, como é, hoje, a Comissão formada,  e cuja decisão final sobre se a denúncia procede ou não, será dada pela diretora do DRH da Secretaria, pessoa qualificada para a função, mas que veio da iniciativa privada. Nossas reivindicações têm o objetivo de dar total transparência ao processo de evolução vertical, daí o porquê de querermos que sejam adotadas medidas concretas para que sejam eliminadas as distorções aqui apresentadas, primordialmente no certame deste ano.

Continuamos de olho!

Nós somos a AGES e a AGES é você!

1 Comment

GCM ANDRÉ 26 de março de 2019 at 1:42 am

Muito triste viva a Gloriosa turma 31 irá mudar este panorama dos mequetrefes.

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