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Saber o que quer, pra onde seguir: GCM além do RETP

Estamos às vésperas de uma eleição marcada pela polarização, ou seja, caracterizada pela paixão por extremos que estão em lados opostos. Não importa quem vença, nesse clima de A contra B e vice-versa, todos perdem. Isto posto, trazendo esse tema para o universo da Guarda Municipal, certos acontecimentos recentes têm potencial para, se não bem analisados e esclarecidos, fazer com que também entremos neste clima tão perigoso e contraproducente. Vamos a eles:

Na segunda-feira, 17/09, o Comando Geral da Guarda anunciou, enfim, o RETP. O valor saiu muito menor e aquém do esperado, e ainda assim, parcelado em duas vezes, o que causou grande decepção entre os membros da tropa, e não sem razão, já que a perspectiva era de um valor substancialmente muito maior. A administração atual vem sendo negligente em relação à Guarda, no que tange à estrutra, o número do efetivo e defasagem salarial, e deu mais um sinal neste sentido, infelizmente.

Não é novidade o descontentamento dos/das GCMs que, de forma constrangedora, vêem suas reivindicações paradas na pilha da burocracia, enquanto a baixa autoestima do/da guarda pioram problemas de saúde, tanto físicos quanto psicológicos, decorrentes, primeiro, da própria rotina do trabalho, e, juntando-se a isso, ao estresse causado por esta situação.

Além disso, em reportagem publicada no dia 15 de setembro, o jornal Folha de São Paulo criticou duramente o ex-prefeito, atual candidato ao governo de São Paulo, João Dória, por, enquanto ainda na Prefeitura de São Paulo, ter reduzido os gastos com policiamento em 15%. Segundo a reportagem, no link https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/09/doria-diz-que-seguranca-e-prioridade-mas-cortou-gasto-na-area-como-prefeito.shtml, entre 2013 e 2017, o investimento na GCM caiu de 7,7 milhões, para 1 milhão.

No dia 17/09, o Secretário de Segurança Urbana, José Roberto Oliveira, contestou a reportagem através de um artigo, também na Folha de São Paulo, contido neste link https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/09/gestao-eficiente-na-seguranca.shtml, e foi refutado e criticado, com mais dados negativos a respeito da GCM, no que se refere à investimentos, novamente pela mesma Folha, neste link: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2018/09/por-tras-do-discurso-oficial.shtml.

O que temos então? Por um lado, o RETP, que se pretende gratificação, mas que, ao fim e ao cabo, não leva em consideração o dia a dia, a coragem e a honradez do guarda em sua missão de proteger nossa cidade, pois, se assim fosse, não seria no valor ínfimo que foi; Por outro lado, a situação orçamentária da Guarda desnudada pela reportagem, explicando em dados estatísticos o que o/a GCM sente na pele, em seu cotidiano diariamente.

Neste cenário, aos representantes de classe, cabe ter clareza nas posições tomadas, discernimento nas falas e decisões, assertividade e objetividade nas proposições, mas, principalmente, honestidade nas reações! Não foi isso que vimos em nossa co-irmã Sindiguardas-SP. Em seu site, o Sindicato printou uma fotografia em que estava nossa diretora-presidente, Adriana Andreose, o Cmte. Geral da GCM, Carlos Alexandre Braga, o Sub-Comandante Edson de Oliveira, e as seguintes associações com seus respectivos representantes: Inspetor Eliazer Rodella (AAPOL), Sub-inspetor Evaristo (APGM) e Vagner Bueno dos Santos (ABRAGUARDAS). A fotografia em questão foi tirada dia 23 de agosto deste ano, em reunião promovida pelo Comando, e em que todos os representantes de classe da GCM foram convidados. O Sindiguardas-SP também foi convidado, mas não compareceu. Além dessa fotografia, foi printada também uma outra, em que constavam o Cmte. Braga e alguns GCMs identificados na legenda como uma Comissão de negociações do RETP.

Pois bem, sobre a reunião em que a AGES-SP, na figura de nossa diretora-presidente, esteve presente, não se tratava de nenhuma comissão de negociação do RETP, a pauta era mais ampla, e sobre o RETP, o que recebemos foram apenas informes, informes estes que já circulavam entre os/as guardas. Uma nota sobre esta reunião foi dada em nosso site na data da reunião, como pode ser lido neste link http://www.ages-sp.org.br/index.php/juntos-somos-mais-fortes/. Não houve nenhuma negociação nessa reunião, e nem em nossa presença em qualquer outro lugar, inclusive porque a AGES-SP nunca foi convidada, e portanto, jamais participou de qualquer comissão ou etapa do processo do RETP. Também nos posicionamos neste sentido em nossas redes sociais, Facebook e Whatsapp, no dia 15 de junho, como pode ser visto neste link https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=378243382665150&id=373378326484989.

Acreditamos que, mais do que nunca, o momento vivido pela Guarda exige seriedade, responsabilidade e, principalmente união. Seriedade para com os associados destas organizações e para com todos os guardas, responsabilidade por cada atitude, cada fala proferida, cada linha escrita e publicada ou postada, e união, por acreditarmos que todos querem o mesmo, o bem da Guarda e de todo o funcionalismo público. A AGES-SP tem lado, é este!

Enquanto falam, nós trabalhamos. Muito em breve, apresentaremos o resultado de um trabalho que pretende ser o pontapé inicial de uma série de propostas formuladas e bem pensadas para a melhoria de nossas condições de trabalho e salariais. De forma interativa, horizontal, ouvindo a base da categoria! Falaremos em seu nome, jamais em seu lugar!

Lamentamos insinuações dúbias, ou informações distorcidas de quem deveria estar lado a lado conosco e as outras associações co-irmãs, em um momento tão importante e delicado, em que os/as GCMs precisam tanto de nós.

Nós somos a AGES, a AGES é você!

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